São João d’Ávila foi um sacerdote, pregador, filósofo escolástico e místico espanhol que foi declarado santo e Doutor da Igreja. Ele é chamado de “Apóstolo da Andaluzia” por seu importante ministério na região.

Aos quatorze, em 1513, foi enviado para a Universidade de Salamanca para estudar direito, mas abandonou o curso em 1517 sem se graduar.

Depois de voltar para casa, João passou os três anos seguintes praticando sua fé de forma bastante austera. Sua santidade impressionou um frade franciscano que passava por Almodóvar e ele aconselhou que João terminasse seus estudos matriculando-se na Universidade de Alcalá de Henares (que se mudou para Madrid no século XIX). João conseguiu completar seu bacharelado, mas abandonou novamente a universidade antes de completar a licenciatura.

Seus pais morreram quando ele ainda estudava e, depois de ser ordenado sacerdote na primavera de 1526, celebrou sua primeira missa na igreja onde foram enterrados. Em seguida, vendeu todas as propriedades da família e doou tudo para os pobres e, no processo de acabar com seus laços familiares, encontrou sua vocação para o trabalho missionário; tomou então a decisão de seguir para o México. Enquanto esperava, sua extrema devoção na celebração da missa e sua habilidade como catequista e pregador atraíram a atenção de Hernando de Contreras, um padre local, que o mencionou para o arcebispo de Sevilha e inquisidor-geral, Alonso Manrique de Lara. O arcebispo viu no jovem clérigo um poderoso instrumento para atiçar novamente a fé cristã na Andaluzia e, depois de muito esforço, conseguiu persuadir João a abandonar sua viagem para a América.É possível que João tenha passado os primeiros anos depois de 1526 numa pequena casa em Sevilha, dividindo-a com outro sacerdote e ali conseguiu reunir um considerável número de discípulos que, informalmente, viviam como uma comunidade fraternal. Foi a pedido da jovem irmã Sancha Carrillo, uma destes discípulos, que João começou a escrever, em 1527.João escreveu uma diversidade de cartas ascéticas dirigidas a toda classe de pessoas, religiosas e seculares; foi uma referência espiritual para Santo Inácio de Loyola, São João de Deus, e sobretudo para as monjas de Santa Teresa d’Ávila.

João d’Ávila foi declarado venerável pelo papa Clemente XIII em 8 de fevereiro de 1759 e beato por Leão XIII em 15 de novembro de 1893. Em 31 de maio de 1970, foi canonizado pelo papa Paulo VI. Bento XVI proclamou-o Doutor da Igreja em 7 de outubro de 2012 durante a Festa do Santo Rosário. Durante sua homilia, o papa afirmou que:“[João d’Ávila era] um profundo conhecedor das Escrituras Sagradas, abençoado por um ardente espírito missionário. Ele sabia como penetrar de forma singularmente profunda nos mistérios da obra redentora de Cristo pela humanidade. Um homem de Deus, uniu a oração constante à ação apostólica. Dedicou-se a pregar e à prática mais frequente dos sacramentos, concentrando sua dedicação em melhorar a formação dos candidatos ao sacerdócio, dos religiosos e dos leigos com o objetivo de promover uma frutífera reforma da Igreja."